Faculdades e Instituições de Ensino para Surdos

Instituto Nacional de Educação de Surdos - INES

Instituto Nacional de Educação de Surdos

O Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) é uma instituição brasileira especializada na educação de pessoas surdas. Fundado em 26 de setembro de 1857, no Rio de Janeiro, o INES é considerado o primeiro instituto de educação de surdos na América Latina e o segundo no mundo.

História

O INES foi fundado pelo educador francês Édouard Huet, que era surdo. Huet chegou ao Brasil em 1855, trazendo consigo a experiência de trabalhar em escolas para surdos na França. Com o apoio do Imperador Dom Pedro II, ele estabeleceu o INES, que inicialmente funcionava como um asilo para crianças surdas.

Ao longo dos anos, o INES passou por diversas transformações e aprimoramentos em suas práticas pedagógicas. No século XX, o instituto passou a adotar métodos mais modernos de ensino, incluindo a língua de sinais brasileira (LIBRAS) como principal forma de comunicação e ensino para os surdos.

Atuação

Atualmente, o INES oferece educação básica para crianças e jovens surdos, além de cursos de capacitação para professores e profissionais que atuam na área da surdez. O instituto também desenvolve pesquisas e projetos voltados para a promoção da inclusão e da acessibilidade para pessoas surdas.

Além disso, o INES desempenha um papel importante na difusão e no reconhecimento da LIBRAS como língua oficial da comunidade surda brasileira. O instituto promove cursos de LIBRAS para ouvintes interessados em aprender essa língua, contribuindo para a comunicação e a integração entre surdos e ouvintes.

Em 2011, o INES passou a realizar o Programa Nacional para Certificação de Proficiência em Libras e para Certificação de Proficiência em Tradução e Interpretação de Libras/Língua Portuguesa (PROLIBRAS), em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).[1]

Em abril de 2013, o INES lançou, em parceria com a Associação de Comunicação Educativa Roquette-Pinto (Acerp), a primeira webTV em Língua Brasileira de Sinais (Libras), com legendas e locução em Língua Portuguesa, a fim de integrar públicos. Com equipe composta de profissionais de televisão surdos, ouvintes, tradutores intérpretes e profissionais do INES, na web 24 horas por dia (em streaming e vídeo on demand) e em aplicativos móveis, a TV INES passou a oferecer uma grade de programação eclética com foco na comunicação educativa.[1]

Único em âmbito federal, o INES ocupa importante centralidade, promovendo fóruns, publicações, seminários, pesquisas e assessorias em todo o território nacional. Possui uma vasta produção de material pedagógico, fonoaudiológico e de vídeos em língua de sinais, distribuídos para os sistemas de ensino.[1]

Referência nacional e internacional

Ao longo de sua história, o INES tem sido uma referência na área da educação de surdos no Brasil e no mundo. Sua atuação tem influenciado a construção de políticas públicas voltadas para a educação inclusiva, a valorização da LIBRAS como língua oficial da comunidade surda e a formação de profissionais capacitados para trabalhar com pessoas surdas.

O INES desempenha um papel fundamental na luta pela inclusão e igualdade de oportunidades para os surdos, contribuindo para uma sociedade mais justa, diversa e respeitosa com as diferenças linguísticas e culturais. Sua história e atuação são marcos importantes no avanço da educação de surdos no Brasil e na construção de uma sociedade mais inclusiva e acessível para todos.

fonte: INES


Universidade Gallaudet

Universidade Gallaudet

A Universidade Gallaudet (em inglês: Gallaudet University) é a única universidade do mundo cujos programas são desenvolvidos para pessoas surdas. Está localizada em Washington, D.C., a capital dos Estados Unidos. É uma instituição privada, que conta com o apoio direto do Congresso desse país. A primeira língua oficial de Gallaudet é a American Sign Language (ASL), a língua de sinais dos Estados Unidos (o inglês é a segunda). Nessa língua se comunicam entre si empregados, estudantes e professores, e se ditam a maioria dos cursos. Ainda que se conceda prioridade aos estudantes surdos, a universidade admite, também, um pequeno número de pessoas ouvintes a cada semestre. A estas se exige o domínio da ASL como requisito para permanecer na instituição.

O local foi designado, em 15 de outubro de 1966, um edifício do Registro Nacional de Lugares Históricos[1][2] bem como, em 21 de dezembro de 1965, um Marco Histórico Nacional.[5][6] Em 10 de setembro de 1974, as fronteiras do registro foram incrementadas.[3][4]

Origem da instituição

O campus principal da universidade, localizado próximo ao centro administrativo da cidade, foi doado em 1856 por Amos Kendall, um político rico que queria fundar ali um internato para crianças surdas e cegas. A instituição, que foi inaugurada em 1857, foi chamada Columbia Institution for the Instruction of the Deaf and Dumb and Blind. Para dirigí-la foi escolhido Edward Miner Gallaudet, o filho mais novo de Thomas Hopkins Gallaudet, quem havia fundado e coordenado por muitos anos a primeira escola para surdos dos Estados Unidos.

Sete anos mais tarde, em 1864, o Congresso do país autorizou a escola a conferir títulos universitários. A matrícula de estudantes nesse programa era, então, de oito pessoas. Em 1954, outra decisão do Congresso mudou o nome da instituição para Gallaudet College, para honrar a memória do fundador da educação para surdos nesse país, Thomas Hopkins gallaudet. Em 1986, foi reconhecido o processo acadêmico alcançado pela instituição ao declará-la Gallaudet University. A matrícula atual da universidade gira em torno de 2000 estudantes (dos quais cerca de 25% cursam programas de pós-graduação).

A Universidade Gallaudet oferece, hoje, educação para surdos em todos os níveis (desde a escola primária até o doutorado). Há cerca de 40 carreiras distintas, em praticamente todas as áres de conhecimento. Em alguns campos de investigação, tais como lingüística e ensino das línguas dos sinais, esta universidade tem uma reconhecida liderança mundial.

O acesso em Gallaudet por parte das pessoas surdas

A instituição que hoje conhecemos como Universidade Gallaudet esteve regida, desde sua origem, por pessoas ouvintes. Somente em 1988 tiveram os surdos oportunidade de ver eleito um deles à reitoria da instituição. Foi o resultado de uma vistosa série de protestos nas ruas de toda a comunidade universitária, conhecidos como Deaf President Now (Reitor surdo já!). Como resultado desse movimento foi eleita uma pessoa surda para o cargo de reitor (Dr. I. King Jordan), e se iniciou um processo de reforma administrativa para que ao menos 51% dos cargos de direção da universidade fossem ocupados por surdos.

Pouco depois do sucesso dos protestos, a Universidade Gallaudet organizou um congresso mundial sobre os surdos, chamado Deaf Away (o estilo surdo), que congregou milhares de pessoas surdas do mundo inteiro, e que simbolizava o início de uma consciência acerca da existência das línguas de sinais e da cultura surda, e do chamado destas à se organizarem para reclamar os direitos essenciais. No ano de 2002 foi celebrado ali mesmo o segundo Deaf Away, que reuniu mais de 10 000 participantes de 120 países distintos.

A Universidade Gallaudet é, para os surdos de todo o mundo, um símbolo na luta para que suas línguas e culturas sejam reconhecidas.

fonte: Universidade Gallaudet


Universidade Federal de Santa Catarina

Universidade Federal de Santa Catarina

No 2005, primeiro curso Letras Libras na Universidade do Brasil

Em paralelo a isso, Ronice começou a discutir com a própria UFSC, possibilidades de estabelecer a formação de professores de Libras. Foram realizadas reuniões com a presença de representantes da FENEIS, na época, Marcelo Pizzio e Fábio Silva, e a colaboração do Prof. Vilmar Silva, do Instituto Federal de Santa Catarina. A partir destes encontros com a equipe de educação a distância da UFSC, começamos a lapidar uma proposta. Foram consultados vários currículos de formação de professores de língua de sinais do mundo inteiro, entre eles, o da Universidade Gallaudet, nos Estados Unidos, da Suécia e da Espanha. Chegam a conclusão que a formação precisava ser em nível de graduação para formar os instrutores de Libras em professores de Libras. Foi elaborado o processo de graduação em Letras Libras, que inicialmente foi chamado Letras Libras Língua Portuguesa, propondo-se uma graduação bilíngue. O processo foi avaliado pelo Centro de Comunicação e Expressão (CCE), que solicitou alguns ajustes, entre eles, a formação em Letras licenciatura única (ou seja, uma língua só), seguindo o padrão dos cursos de graduação em Letras da UFSC. Seguindo estas recomendações, fizemos os ajustes e aprovamos o Curso de Letras Libras, licenciatura única, em 2005 em todas as instâncias da universidade e pela primeira vez no país.

fonte: UFSC